Então pessoal, sentem-se que a história vai ser muuuuuuito longa. Vamos aos fatos:
Estávamos a Lidia, a Tici (meu novo anjo da guarda) e eu assistindo ao filme "Coco avant Chanel" em uma cinema perto da estação Berri-UQAM (P.S.: o filme é ótimo!!! Recomendo). Saímos do filme e as meninas queriam passar em outro lugar. Como estava muito tarde, resolvi ir embora sozinha.
Estava caminhando feliz, com meu MP3. Fui descer a escada do metrô, para a linha Cote Vertu. Como estava frio, estava tentando fechar meu casaco quando aconteceu: "despenquei" do penúltimo degrau da escada. Poderia ser cômico se não tivesse doído tanto. Virei o meu pé direito.
Felizmente o pessoal daqui é muito solidário, e várias pessoas pararam para me ajudar. Como algums viram que não era muito sério, foram embora. Em alguns poucos segundos apareceu um funcionário do metrô. Ele me perguntava o que tinha acontecido, e eu só chorava e não conseguia me comunicar direito. Ainda bem que essa moça viu o que aconteceu e contou para ele. Aí ele perguntou se queria que eu ligasse para alguém, e eu me lembrei que o único telefone aqui de casa (nosso celular) estava comigo e não tinha como avisar o Márcio. Então, liguei para a Lidia, que estava mais perto de mim. Graças a Deus, elas ainda estavam esperando o metrô na mesmo estação. Então, elas vieram ao meu encontro. Aí eu falei que queria me sentar, e o carinha do metrô falou: "Calma, eu já chamei a ambulância". O QUÊ???? AMBULÂNCIA???? COMO ASSIM???? Além de saber que depois eu teria que pagar essa vinda, não precisava! Era só uma torção do pé, que por sinal doía muuuuuuito. Escutei de longe o som ESCANDALOSO da ambulância. E só depois entendi que quando eles são chamados, eles não sabem a natureza e gravidade do chamado.
A Lidia foi para nossa casa, avisar o Márcio e a Tici ficou comigo. Nessa altura do campeonato, até polícia tinha aparecido, perguntando se os bomb Logo chegaram os enfermeiros... rsrsrsrs Que cena de filme!!! Eles desceram com toda aquela "parafernalha" (respirador, medidor de pressão e oxímetro de pulso, etc.). Eu estava me sentindo mal com tudo aquilo por causa de um pé! Eles me removeram de maca. Pensem o tanto que é divertido subir a escada rolante deitada e amarrada em uma maca... KKKKKKKKK
Entramos na ambulância e fomos para o Hospital Hôtel-Dieu (pelo menos estava no lugar certo). Fomos chegando e eles me levaram, junto com os caras que me atenderam e a Tici, para uma salinha de triagem, onde pegaram informações e aferiram pressão, temperatura e batimento cardíaco. Ah, quem fez a triagem foi um enfermeiro. De lá ele me encaminhou para o corredor, no box 9. Isso era 12:15AM. E fiquei esperando, esperando, esperando. Como tinha lido experiências de amigos anteriormente, sabia que a noite ia ser loooooonga. Uma assistente social veio conversar comigo, pedindo alguns documentos. Dei as cópias de alguns documentos e falei que tinha seguro de saúde privado e que estava esperando o meu cartão do "Assurance Maladie" para o mês de novembro. Enquanto isso, o seguro GTA ficava ligando no meu celular, pedindo informações. Por causa disso, a Tici quase foi "expulsa" do hospital umas duas vezes, porque não se pode usar celular dentro do hospital. Aliás, nem na porta. Só do outro lado da rua! rsrsrsrs
Às 4:50AM (isso mesmo) um médico bem novinho veio me ver. Fez o exame clínico, prescreveu remédios para dor, me encaminhou para a radiogragia e constatou que eu tinha micro-fraturas no tornozelo, que seriam tratadas como torção. Me deu uma muleta (não sabia como andar com aquilo), me prescreveu outros remédios para tomar em casa e disse para que eu retornasse, naquele mesmo hospital, no dia 16/10, para outra consulta com um ortopedista. Pediu para que não apoiasse o pé no chão durante uma semana.
Então, às 5:40, depois do diagnóstico, ele saiu e veio o enfermeiro com alguns papéis para mim. Aí eu pensei: "aí vem a dolorida". Ele me entregou a receita, o papel do retorno, um cartão magnético do hospital, com o meu nome (tipo um cartão do SUS), e a fatura da muleta. Aí eu perguntei: "É só isso?". E ele: "Sim". E ainda por cima ganhei uma aulinha rápida de "Como se andar de muletas pela primeira vez".
Pegamos um táxi e viemos para casa. Ainda rimos um pouco e dormimos às 6:20AM.
Resumo da ópera: Achei o atendimento, desde a estação de metrô até a minha saída do hospital, muito bom. Primeiro mundo mesmo. O problema foi a demora no atendimento. E olha que tinha uns 3 médicos (ou residentes) trabalhando. Mas acho que demorou tanto porque o meu caso nem era assim tão grave.
Beijos e até a próxima aventura! (rsrsrs)
O resultado
4 comentários:
eitaaaaaa.....
que isso gente....
pode não... tem que ficar em pé no outono e equilibrar no inverno.... Deus abençoe e boa recuperação
Poxa Ju, melhoras pra vc qualquer coisa liga pra gente. Bjs
Olá amigos!
Primeiramente, obrigado pelo comentário em nosso blog e bem-vindos à Montréal. Desculpem a demora em respondê-los, mas o tempo está bem escasso. As missas na Paróquia Santa Cruz, com a participação do coral brasileiro, acontecem uma vez por mês, geralmente aos domingos, às 11h30. Mas tem as missas aos domingos, realizadas pela comunidade portuguesa, às 10h00 e 11h30, a quais participamos também. Talvez, vocês já tenham estas informações... de qualque forma fica a dica. Abraços e muita prosperidade aqui!!!
Ola,1ªvez que venho no blog de vcs,espero que se recupere logo e bem,o inverno ta quase ai!
Ja quebrei meu pé,foi muito chato ficar de castigo!
Que bom que foi bem atendido!
Tudo de bom pra vcs ,um abraço,
Patinha e familia.
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