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3 de out. de 2010

Eleições no Brasil - Justificativa Eleitoral

Olá pessoal!

Como vocês bem sabem, hoje estão acontecendo as eleições no Brasil. Eu e meu marido não fizemos a transferência dos nossos títulos por puro descuido. Então, olhando no site do Consulado Brasileiro em Montréal, achei as seguintes informações que espero ajudar algumas pessoas (apesar de achar que o esquema do TRE-DF só é válido para quem tem título no DF):

JUSTIFICATIVA ELEITORAL

O eleitor que esteja no exterior, mas cuja inscrição eleitoral seja no Brasil, continua obrigado a votar. Caso isso não seja possível, ele deverá justificar a ausência no tocante a todas as eleições que ocorrerem no país (municipais, estaduais e federais).

No(s) dia(s) das eleições, no Brasil, haverá locais para o recebimento de justificativas de ausência às urnas.
No exterior, não haverá mesas receptoras de justificativas .

Passado o dia do pleito, o procedimento para justificar a ausência variará conforme o eleitor esteja registrado no Brasil ou no exterior.

I- Para o eleitor com título eleitoral registrado no Brasil, a justificativa de ausência às urnas no 1º e 2º turno das eleições federais, estaduais e municipais pode ser feita de duas maneiras:
a) no prazo de 30 dias, contados a partir da data de retorno ao Brasil, o eleitor deverá comparecer ao seu Cartório Eleitoral e preencher a justificativa, anexando cópia do passaporte com o carimbo de entrada no Brasil e/ou da passagem que comprove a data de retorno, e portando seus documentos pessoais; ou
b) na época da eleição, a
página do TRE-DF permitirá acessar e imprimir o requerimento de justificativa de ausência, o qual deve ser preenchido e enviado pelo correio, com cópia de documento de identidade brasileiro, do título de eleitor e de prova do motivo alegado, no prazo de 60 dias contados da data de cada turno de votação, ao Juiz Eleitoral responsável pelo Cartório do município brasileiro onde você está cadastrado.

II- Para o eleitor com título eleitoral registrado em Embaixada ou Consulado do Brasil no exterior, a justificativa de ausência às urnas nos 1º e 2º turnos das eleições presidenciais deverá ser feita perante o Juiz Eleitoral responsável pelo Cartório Eleitoral do Exterior. Na época da eleição, a página do TRE-DF permitirá acessar e imprimir o requerimento de justificativa de ausência. O eleitor poderá preenchê-lo e enviá-lo pelo correio, com cópia de documento de identidade brasileiro, do título de eleitor e de prova do motivo alegado, no prazo de 60 dias contados da data de cada turno de votação, ao Cartório Eleitoral do Exterior, no seguinte endereço:
• Cartório Eleitoral da 1a Zona/DF, SEPN 510 Lote 7, Av. W3 Norte, Brasília/DF, CEP 70750-522, Brasil.


23 de ago. de 2010

Estamos de volta ao Canadá

Olá pessoal!!!

Desculpe-me pela ausência de postagens no blog. O motivo é justificável: estávamos de férias no Brasil. Sim, estávamos matando a saudade dos nossos familiares e amigos... Então, as novidades são muitas e não vamos colocá-las aqui, senão teríamos um post do tamanho do próprio blog!!!

O único ponto que desejo destacar é a dificuldade do retorno ao Canadá. É muito difícil deixar as pessoas amadas para trás, sabendo que estão sofrendo por dentro apesar de se mostrarem felizes por nós e esperançosas por fora. Estar na NOSSA TERRA nos faz pensar (e repensar) muito sobre os nossos objetivos aqui, e até mudar a direção de antigos pensamentos. Mas isso é assunto para outros posts.

Por agora, quero deixar um texto que li em um livro do Rubem Alves (Ostra feliz não faz pérola), que por sinal (ou destino) comprei no aeroporto de Brasília, antes de embarcar no avião que nos traria de volta. Aí vai:

PATOS SELVAGENS

“ Era uma vez um bando de patos selvagens que voava nas alturas. Lá em cima era o vento, o frio, os horizontes sem fim, as madrugadas e os poentes coloridos. Tudo tão bonito! Mas era uma beleza que doía. O cansaço do bater das asas, o não ter casa fixa, o estar sempre voando e as espingardas dos caçadores... Foi então que um dos patos selvagens, olhando lá das alturas para a terra aqui em baixo, viu um bando de patos domésticos. Eram muitos. Estavam tranquilamente deitados à sombra de uma árvore. Não precisavam voar. Não havia caçadores. Não precisavam buscar o que comer: o seu dono lhes dava milho diariamente. E o pato selvagem, invejou os patos domésticos e resolveu juntar-se a eles. Disse adeus aos seus companheiros, baixou seu voo e passou a viver a vida mansa que pediu a Deus. Assim viveu por muitos anos. Até que... Até que, num ano como os outros, chegou de novo o tempo da migração dos patos selvagens. Eles passavam nas alturas, no fundo azul do céu, grasnando, um grupo após outro. Aquelas visões dos patos em voo, as memórias de alturas, aqueles grasnados de outros tempos começaram a mexer com algum lugar esquecido dentro do pato domesticado, o lugar chamado saudade. Uma nostalgia pela vida selvagem, pelas belezas que só se veem nas alturas, pelo fascínio do perigo... Até que não não foi mais possível aguentar a saudade. Resolveu voltar a ser o pato selvagem que fora. Abriu as asas, bateu-as para voar, como outrora... Mas não voou. Caiu. Esborrachou-se no chão. Estava gordo demais. E assim passou o resto de sua vida: em segurança, gordo de barriga cheia, protegido pelas cercas e triste por não poder voar..."

Rubem Alves