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21 de abr. de 2010

Visita ao Ginecologista

Olá a todos!!!

Esse post é dedicado à minha primeira visita ao ginecologista aqui no Canadá. Muitos de vocês devem estar pensando: "Que menina doida! Porque contar sobre uma ida ao médico, ainda mais ao ginecologista?". A resposta é simples e direta: INFORMAÇÃO. Esse post é para as novas imigrantes, que chegam aqui e às vezes ficam nervosas quando o assunto é fazer a primeira consulta com um profissional de uma especialidade tão delicada.

Mas, no meu caso, o motivo da consulta não foi inicialmente muito bom. Desde a semana passada tenho percebido sair do meu seio direito um líquido. Quando o vi pela primeira vez, fiquei desesperada. Pensei logo no pior: câncer. Ainda mais porque minha avó materna morreu muito nova, vítima de um câncer de mama. Como eu tinha ido em fevereiro na minha médica de família e ela já havia me indicado um ginecologista, liguei no consultório para tentar marcar uma consulta. A secretária me disse que só teria vaga para o final de maio porque o médico iria viajar. Então contei a minha história pra ela e ela ficou preocupada também. Disse que ia ver o que podia fazer. Logo ela voltou e disse que teria uma vaga na semana seguinte. Aí é que fiquei mais preocupada ainda, porque ela me pareceu preocupada também. Além do mais, pediu para que eu tentasse fazer uma mamografia antes da consulta.

Eu trabalho durante a semana, então ficou difícil achar um horário para fazer o exame, e eu não tinha o pedido. Então no sábado fui a um centro clínico de emergência. Esperei 4 horas para ser atendida... Mas, quando entrei para o consultório, o atendimento foi excelente. A médica examinou minha mama e disse que não tinha sentido nenhum nódulo. Colheu um pouco da secreção e pediu que eu entregasse em algum laboratório.

Na segunda-feira fui ao Hospital Geral Judeu, que por sinal é um baita hospital (grande, moderno, com vários serviços), entregar o exame. Simples, rápido e GRATUITO. O senhor do laboratório disse que o resultado seria encaminhado para o meu médico.

Então, hoje fui à consulta. Já ouvi vários relatos de visitas mal-sucedidas à ginecologistas aqui em Montréal. No entanto, uma amiga tinha me dito que já tinha ido nesse mesmo médico e tinha adorado. Mas como opinião sobre ginecologista é igual "impressão digital" (cada um tem a sua), estava ansiosa para ver se gostaria dele também.

Cheguei ao consultório e dentro de uma sala estavam duas secretárias. A recepção parecia uma enfermaria. Nada daqueles shows de decoração do Brasil. Simples e funcional. Uma das secretárias me cumprimentou e perguntou se eu tinha um horário marcado. Eu disse que sim e entreguei o meu cartão "soleil" (assurance maladie). Ela pegou meus dados pessoais e fez algumas perguntas tipo se tinha algum caso de câncer na família, se eu tinha filhos, etc. Aí ela ligou no laboratório do hospital para saber se o resultado da biópsia já estava pronto. O laboratório passou imediatamente para ela por FAX. Depois ela pediu que eu aguardasse em uma salinha que só tinha um banquinho.

O médico me chamou. Era um senhor com aparência simpática, mais velho. Fez a anamnese detalhada. A conversa foi boa e bem profissional. Nada de grosseria. Após a anamnese, ele pediu para que eu entrasse em uma salinha onde a secretária me deu um lençol descartável e pediu que eu me preparasse e esperasse o médico. Após o exame clínico, ele falou que eu estava com uma infecção bacteriana no seio e que eu teria que tomar um antibiótico por 10 dias. Ufa, que alívio! Dos males, o menor... rsrsrsrs Além disso, pediu para que eu fizesse uma mamografia só para confirmar, mas que ele achava que não era nada além da infecção (que foi detectada pelo exame).

OPINIÃO PESSOAL: Adorei o atendimento recebido. Graças a Deus, novamente dei sorte com os meus atendimentos de saúde por aqui. Em uma semana fiz o exame, fui atendida e já estou medicada. Acho que a rapidez no atendimento foi porque eu tinha prioridade, pois até então não se sabia o que era. Saldo positivo!!!

Abraços,

Ju.

11 de fev. de 2010

Médico de Família

Olá pessoal!

Hoje venho aqui para relatar nossa primeira experiência com a medicina familiar no Québec. Graças à minha nova amiga que me indicou a médica de família dela, nós conseguimos o nosso rendez-vous. Estávamos agendados para às 09:15h, mas chegamos uns 15 minutos antes pois não sabíamos quais seriam os procedimentos. A secretária nos recebeu relativamente com educação e nos pediu nossos cartões do Assurance Maladie. Após usar uma maquininha no estilo daquelas de cartão de crédito antigas do Brasil (ainda utilizadas pela Unimed), ela pediu para que a gente preenchesse umas fichas onde constavam o nome de algumas doenças e tinhamos que dizer OUI ou NON. Ela pediu que esperássemos até sermos chamados pela Dra. Loretta, o que durou uns 15 minutos. Ela nos chamou e começou a fazer algumas perguntas, bem diretas. Ela disse para o Márcio, que nunca teve nenhum problema sério de saúde antes, que fizesse um exame de sangue no mês de julho, só para controle. Inclusive, já deixou o pedido conosco também, e disse que nos CLS e nos hospitais os exames seriam gratuitos. No meu caso, como já tive vários problemas de saúde, ela já me entregou o encaminhamento para um ginecologista, um gastroenterologista e um oftalmologista.

IMPRESSÃO: A médica foi simpática, mas nada de "afeto". Nós entramos, ela fez as perguntas diretamente e nos passou os encaminhamentos. Disse que se tivéssemos algum problema de saúde, que ligássemos e marcassemos uma consulta. Direta e muito profissional. ADORAMOS!!! Ao contrário do que já escutamos por aí, não foi difícil e nem foi demorado conseguirmos essa consulta.

Portanto, JÁ TEMOS NOSSO MÉDICO DE FAMÍLIA!!!

Beijos, Ju e Márcio.





26 de out. de 2009

Ai!!!

Olá pessoal!
Como esperado, hoje chegou a fatura do meu "passeio" de ambulância. Eu sabia que isso acontecia por aqui, então não foi nenhuma surpresa.
O valor da fatura ficou por 128,15$: 125,00$ pelo serviço (valor fixo) e 3,15$ pela quilometragem rodada pela ambulância (1,75 km). A minha sorte é que tenho seguro de saúde (GTA) e ele vai cobrir todas as despesas que tive. E aqui fica mais uma dica: NÃO VIAJEM NUNCA SEM UM SEGURO DE SAÚDE, NEM QUE SEJA O MAIS BARATO.
Beijos,
Ju.

16 de out. de 2009

Usando o Sistema de Saúde em Montréal (continuação)

Olá pessoal,
antes que muitos pensem que tive outro acidente, vou me explicar: hoje foi o retorno ao Hospital Hôtel-Dieu de Montréal. Este retorno estava marcado desde o dia em que estive na emergência do mesmo hospital.
Cheguei exatamente no horário em que estava marcada a consulta. Fui direto ao terceiro andar, onde fica o setor de retorno. Entreguei o meu cartão do hospital e já perguntei se teria que pagar alguma coisa (rs). A atendente me respondeu que não, e disse que eu só pagaria se o médico solicitasse mais algum exame. Ela tirou uma cópia do meu cartão do seguro de saúde privado (GTA) e pediu que eu esperasse.
Ah, a velha ESPERA do Sistema de Saúde... Esperei por 3 horas (isso mesmo, TRÊS HORAS) até que a secretária me chamou e pediu que eu esperasse em uma salinha (consultório). Sentei lá e fiquei esperando mais uns 15 minutos pelo médico. Ele chegou, perguntou porque eu estava ali, olhou meu pé, disse que estava tudo bem e que se tivesse alguma dor retornasse ao hospital. Pronto! Só isso! 10 minutos!!!
Agora, algumas pessoas podem pensar: nossa, ela ficou três horas esperando para ser atendida rapidamente e continua satisfeita??? SIM, estou muito satisfeita com o nosso sistema de saúde. A verdade é a seguinte: o sistema de saúde aqui é universal, ou seja, rico ou pobre, ficamos todos esperando pelo atendimento por ordem de chegada (isso, se o caso do outro não for mais crítico que o seu). Outra coisa, é gratuito e de qualidade. Esperei três horas, mas quando fui atendida, fui MUITO bem atendida. E tenho certeza de que se precisasse de mais alguma coisa, seria bem atendida.
Portanto, avaliação positiva para a saúde no Québec, pelo menos por enquanto!
Beijos e até a próxima.

9 de out. de 2009

Usando o Sistema de Saúde em Montréal

Então pessoal, sentem-se que a história vai ser muuuuuuito longa. Vamos aos fatos:

Estávamos a Lidia, a Tici (meu novo anjo da guarda) e eu assistindo ao filme "Coco avant Chanel" em uma cinema perto da estação Berri-UQAM (P.S.: o filme é ótimo!!! Recomendo). Saímos do filme e as meninas queriam passar em outro lugar. Como estava muito tarde, resolvi ir embora sozinha.
Estava caminhando feliz, com meu MP3. Fui descer a escada do metrô, para a linha Cote Vertu. Como estava frio, estava tentando fechar meu casaco quando aconteceu: "despenquei" do penúltimo degrau da escada. Poderia ser cômico se não tivesse doído tanto. Virei o meu pé direito.

Felizmente o pessoal daqui é muito solidário, e várias pessoas pararam para me ajudar. Como algums viram que não era muito sério, foram embora. Em alguns poucos segundos apareceu um funcionário do metrô. Ele me perguntava o que tinha acontecido, e eu só chorava e não conseguia me comunicar direito. Ainda bem que essa moça viu o que aconteceu e contou para ele. Aí ele perguntou se queria que eu ligasse para alguém, e eu me lembrei que o único telefone aqui de casa (nosso celular) estava comigo e não tinha como avisar o Márcio. Então, liguei para a Lidia, que estava mais perto de mim. Graças a Deus, elas ainda estavam esperando o metrô na mesmo estação. Então, elas vieram ao meu encontro. Aí eu falei que queria me sentar, e o carinha do metrô falou: "Calma, eu já chamei a ambulância". O QUÊ???? AMBULÂNCIA???? COMO ASSIM???? Além de saber que depois eu teria que pagar essa vinda, não precisava! Era só uma torção do pé, que por sinal doía muuuuuuito. Escutei de longe o som ESCANDALOSO da ambulância. E só depois entendi que quando eles são chamados, eles não sabem a natureza e gravidade do chamado.

A Lidia foi para nossa casa, avisar o Márcio e a Tici ficou comigo. Nessa altura do campeonato, até polícia tinha aparecido, perguntando se os bomb Logo chegaram os enfermeiros... rsrsrsrs Que cena de filme!!! Eles desceram com toda aquela "parafernalha" (respirador, medidor de pressão e oxímetro de pulso, etc.). Eu estava me sentindo mal com tudo aquilo por causa de um pé! Eles me removeram de maca. Pensem o tanto que é divertido subir a escada rolante deitada e amarrada em uma maca... KKKKKKKKK

Entramos na ambulância e fomos para o Hospital Hôtel-Dieu (pelo menos estava no lugar certo). Fomos chegando e eles me levaram, junto com os caras que me atenderam e a Tici, para uma salinha de triagem, onde pegaram informações e aferiram pressão, temperatura e batimento cardíaco. Ah, quem fez a triagem foi um enfermeiro. De lá ele me encaminhou para o corredor, no box 9. Isso era 12:15AM. E fiquei esperando, esperando, esperando. Como tinha lido experiências de amigos anteriormente, sabia que a noite ia ser loooooonga. Uma assistente social veio conversar comigo, pedindo alguns documentos. Dei as cópias de alguns documentos e falei que tinha seguro de saúde privado e que estava esperando o meu cartão do "Assurance Maladie" para o mês de novembro. Enquanto isso, o seguro GTA ficava ligando no meu celular, pedindo informações. Por causa disso, a Tici quase foi "expulsa" do hospital umas duas vezes, porque não se pode usar celular dentro do hospital. Aliás, nem na porta. Só do outro lado da rua! rsrsrsrs

Às 4:50AM (isso mesmo) um médico bem novinho veio me ver. Fez o exame clínico, prescreveu remédios para dor, me encaminhou para a radiogragia e constatou que eu tinha micro-fraturas no tornozelo, que seriam tratadas como torção. Me deu uma muleta (não sabia como andar com aquilo), me prescreveu outros remédios para tomar em casa e disse para que eu retornasse, naquele mesmo hospital, no dia 16/10, para outra consulta com um ortopedista. Pediu para que não apoiasse o pé no chão durante uma semana.

Então, às 5:40, depois do diagnóstico, ele saiu e veio o enfermeiro com alguns papéis para mim. Aí eu pensei: "aí vem a dolorida". Ele me entregou a receita, o papel do retorno, um cartão magnético do hospital, com o meu nome (tipo um cartão do SUS), e a fatura da muleta. Aí eu perguntei: "É só isso?". E ele: "Sim". E ainda por cima ganhei uma aulinha rápida de "Como se andar de muletas pela primeira vez".

Pegamos um táxi e viemos para casa. Ainda rimos um pouco e dormimos às 6:20AM.

Resumo da ópera: Achei o atendimento, desde a estação de metrô até a minha saída do hospital, muito bom. Primeiro mundo mesmo. O problema foi a demora no atendimento. E olha que tinha uns 3 médicos (ou residentes) trabalhando. Mas acho que demorou tanto porque o meu caso nem era assim tão grave.

Beijos e até a próxima aventura! (rsrsrs)



O resultado