Recebi hoje um e-mail com a seguinte reportagem publicada na VEJA. Não tenho certeza da data de publicação, mas aí vai:
Thiago Mattos

O casal Octávio e Carolina Paixão, que embarca em breve para o Canadá (o labrador também vai emigrar) |
Sim, Quebec quer os brasileiros, mas não qualquer um. Basicamente, interessa à província recrutar homens e mulheres capazes de ajudá-la a resolver dois problemas: o risco de encolhimento da população (a taxa de fecundidade em Quebec é de 1,7 por mulher, abaixo, portanto, do nível mínimo de reposição, de 2,1) e a escassez de mão de obra qualificada em áreas estratégicas, como tecnologia e química (veja no quadro o perfil do imigrante ideal). São problemas que atingem não apenas Quebec, mas todo o Canadá. A diferença é que a província colonizada por franceses tomou a dianteira no trato do problema. "Foi a primeira a escolher seus imigrantes, mas agora as outras já estão seguindo o seu exemplo e aumentando o investimento nos programas de recrutamento", diz David Foot, professor de economia da Universidade de Toronto, ele mesmo um imigrante britânico.
Com uma densidade demográfica de 4,6 habitantes por quilômetro quadrado – pouco mais povoada do que a Região Norte do Brasil –, Quebec tem espaço de sobra e precisa preenchê-lo. Para isso, oferece o que tem de melhor. Os candidatos aprovados no programa de recrutamento da província ganham visto de residente permanente. Assim que chegam ao destino, passam a ter todos os direitos de um cidadão canadense, incluindo o acesso ao sistema gratuito de saúde e educação. No caso de permanecerem no Canadá por mais de três anos, ganham ainda direito a voto e a passaporte. Para muitos candidatos, porém, o mais atraente do pacote é a possibilidade de trabalhar na própria área de formação*. "Mandei duzentos e-mails procurando emprego no Brasil e não tive sequer uma resposta. Mandei quarenta a empresas de Quebec e recebi quarenta respostas", afirma Octávio Paixão, de 42 anos, técnico em manutenção de aeronaves. Ele e a mulher, Carolina, de 29, formada em hotelaria, embarcam neste ano para Quebec – levando, inclusive, o labrador de estimação. "Não pretendemos voltar mais", diz.
A campanha "Você tem um lugar em Quebec" será lançada em abril. Além do Brasil, está programada para ocorrer em apenas outros dois países, França e México. A presença do Brasil no rol das nações preferenciais da província canadense tem a seguinte explicação, segundo Soraia Tandel, diretora do escritório de imigração de Quebec em São Paulo: "Os brasileiros são culturalmente flexíveis, qualificados e se integram facilmente tanto na sociedade quanto no mercado de trabalho canadense. Brasileiro não forma gueto", afirma. E, a contar pelo número crescente de emigrantes, também não teme entrar numa gelada.
* COMENTÁRIO PESSOAL: Cuidado com o seguinte aspecto, que é muito pessoal e relativo: "(...) Para muitos candidatos, porém, o mais atraente do pacote é a possibilidade de trabalhar na própria área de formação. (...)" !!!
Abraços,
Ju e Márcio.
2 comentários:
Olá Ju e Márcio, a matéria é da última edição da Veja, dessa semana mesmo.
Abraço!
muito bem colocado seu comentario pessoal!
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